Os olhos não são
azuis.
Eles estão abertos e
tapados.
Os punhos são fortes
e cerrados.
Um líquido viscoso é
injetado.
A moça resiste, o cão
assiste, o braço treme.
Ela escorre ao chão,
lavado de lágrimas.
O pensamento
estremece, esquece. Quem é?
As vozes se calam, a
boca emudece.
O cão que assiste,
some, desaparece.
O vazio enlouquece, a
alma d’agora estancada.
O carrasco esconde a
arma esterilizada.
Talvez não tenha
acontecido nada.
Os olhos não são
azuis.
Os punhos continuam
fortes.
O corpo em posição de
morte.
A alma imobilizada.
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